segunda-feira, 14 de setembro de 2009
A curiosidade matou o urubu [IV]
Entretanto, em sua fundação, o Flamengo teve escolhidas como suas cores o azul (por conta da Baía de Guanabara, na época ainda não poluída) e o ouro (ao que se diz, representando as riquezas brasileiras). Tais cores eram dispostas no uniforme também nas largas listras horizontais.
O tradicional "rubro-negro" só foi adotado em 1896, uma vez que o uniforme azul e ouro desbotava facilmente devido ao contato com a água salgada, além da dificuldade de se importar tais tecidos da Inglaterra e da França. Há quem diga que o vermelho e o preto foram escolhidos como substitutos por serem as cores da bandeira do Jockey Clube Brasileiro.
Independente do motivo da troca, o fato é que estava começando uma trajetória que imortalizaria o vermelho e o preto.
Fonte: Flapédia
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Rafael Brasil não gosta de tipificações. É brasileiro, insulano, estudante de História e rubro-negro.
sábado, 6 de junho de 2009
A curiosidade matou o urubu[III].
(foto da equipe titular, que disputou a primeira partida oficial pelo Flamengo)O Fluminense estava prestes a se sagrar campeão de futebol de 1911 e faltando 2 rodadas, houve uma discussão séria entre os componentes do Grand Comitté, que era formado por um grupo de diretores e atletas que se tornava responsável pela escalação do time. Na última rodada, o Grand Comitté resolve tirar seu capitão Alberto Borghert do jogo, escalando em seu lugar o reserva Paranhos. O fato criou uma grande insatisfação nos jogadores, que resolveram entrar em campo, ganhar o campeonato para o Fluminense e se desligar do clube. Até porque naquela época havia um grande senso de responsabilidade e honra entre os atletas.
Ao final do Campeonato, oito jogadores titulares do Fluminense se desligaram do clube e liderados por Borghert, foram procurar um novo clube. Como Borghert remava pelo Flamengo, a primeira opção foi procurar os diretores do Rubro-Negro e fazer a proposta da criação de um Departamento de Esportes Terrestres. Inicialmente a idéia não ganhou muitos adeptos, principalmente pelo pessoal do Remo. Porém, após um grande trabalho de Borghert com o Presidente Virgílio Leite de Oliveira e Silva, a proposta foi aceita, mas sem unanimidade, em reunião realizada em 24 de dezembro de 1911. Era assim criada a Seção de Desportos Terrestres do Flamengo, que ficaria sob responsabilidade de Alberto Borghert.
Assim, o Flamengo ganha um time campeão para iniciar sua vida no futebol. Mas nessa época o Flamengo só contava com a garagem dos barcos, que era também a sede do clube. Não havia campos de futebol para o time treinar. A solução foi treinar na Praia do Russel, no Bairro da Glória, onde os jogadores começaram a ser admirados pelo povo que ali passava e ganhavam ainda mais a simpatia de todos.
Nessa época, o futebol já competia com o Remo pelo interesse da população e da imprensa. Até porque, para se praticar o Remo, era preciso ser sócio do clube e isso não era possível para grande parte da população. Já bater uma pelada, qualquer um podia, desde que improvisasse dois times, pedras em lugar de gol e algo que servisse de bola. Para iniciar sua vida no futebol, os jogadores do Flamengo não poderiam usar o mesmo uniforme do Remo. Ficou decidido que o time de futebol usaria uma camisa com grandes quadrados em vermelho e preto que foi logo apelidada de papagaio de vintém, pois parecia com as pipas que eram empinadas pelos moleques e que se compravam com um vintém, a menor fração do réis.
Em 03 de maio de 1912, o Flamengo estréia no Campeonato Carioca de Futebol, no campo do América F.C, na rua Campos Salles. O adversário era o Mangueira, time formado pelos trabalhadores da fábrica de chapéus Mangueira. Em sua primeira participação, o Flamengo consegue um placar que já mostrava a capacidade do time: 16x2. O primeiro gol foi marcado pelo ponta direita Gustavo de Carvalho. O time jogou com Baena, Píndaro e Nery; Curiol, Gilberto e Galo; Bahiano, Arnaldo e Amarante; Gustavo de Carvalho e Borghert. Os gols foram de Gustavo (4), Amarante (4), Arnaldo (4), Borghert (3) e Galo.Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Flamengo_16x2_Mangueira_-_Primeiro_Jogo_de_Futebol_do_Flamengo_-_1912
quarta-feira, 3 de junho de 2009
A curiosidade matou o urubu[II].
Zico também disputaria 3 copas em sua carreira: 1978, 1982 e 1986. O então técnico Sebastião Lazaroni, conversaria com o jogador perto da copa de 1990 tentando dissuadi-lo de sua decisão de não disputar a copa deste ano. O pedido não surtiria efeito e o galinho decidira mesmo se afastar os gramados.
Dois anos depois, Zico retorna da Europa e é festejado pelos torcedores Rubro-negros. Mas sua carreira não duraria muito mais, em um jogo contra o Bangu, após sofrer entrada desleal, O Galinho de quintino teria o os ligamentos do joelho rompidos e seria obrigado a abandonar o futebol. Segundo o próprio jogador, em declarações dadas aos veículos de mídia da época:
"Tive de aprender a andar novamente."
Zico tivera nessa partida contra o Bangu, sua última participação numa partida pelo Flamengo. Alguns anos depois teria uma rápida passagem pela política, durante o governo collor, asumindo o cargo de secretário geral dos esportes entre 1990 e 1991.
Após sua passagem pelo mundo da política, Zico decide retornar ao futebol, e se poe a disputar o campeonato japonês pelo Kashima Antlers entre 1991 e 1994, quando encerrou defintivamente sua carreira como futebolista, com a impressionante marca de 826 gols marcados. Tornou-se ídolo dos japoneses e um dos principais responsaveis pela popularização do esporte no país. Chegou até a se tornar técnico da seleção, disputando a copa de 2006 e sendo campeão da copa da Ásia de 2004.
Rafael Cunha é estudante de história e gostaria muito de ter ido ao maraca num domingo, para ver o galinho meter 3 no Vasco.
terça-feira, 2 de junho de 2009
A curiosidade matou o urubu [I]
Uma reunião na Praia do Flamengo número 22 fundou o atual Clube de Regatas do Flamengo (na época, Grupo de Regatas do Flamengo).
Este fato é de conhecimento da maioria dos rubro-negros.
Porém o que quero ressaltar hoje é que, neste mesmo dia, foi eleita a primeira diretoria do Flamengo.
Presidente: Domingos Marques de Azevedo
Vice-presidente: Francisco Lucci Colas
Secretário: Nestor de Barros
Tesoureiro: Felisberto Cardoso Laport
Destacaram, também nesta reunião, os sócios fundadores: José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Espínola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chairéo.
O que mais chamou atenção, e que influênciou na criação desta coluna de curiosidades, foi os três últimos citados como sócios fundadores não estarem presentes na reunião. Além disso, mais curioso ainda é o fato do presidente eleito, Domingos Marques de Azevedo, ter participado da reunião por acaso.
Ele não era um dos membros fundadores, mas, ao passar diante do local, percebeu a movimentação, foi ver do que se tratava e acabou participando da reunião. Foi eleito por sua desenvoltura e também por ser militar da Marinha, o que poderia impor algum respeito diante de outros dirigentes.
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Rafael Brasil conta com a contribuição de todos para escrever esta coluna. Mande sua curiosidade para flamengo_historia@hotmail.com
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Aos súditos rubro-negros, eis o Imperador
A História nos conta que o imperador Adriano era um dos mais poderosos do antigo império romano. Conquistou várias nações, uma após a outra, sem derrotas. Não admira que seu orgulho tenha se inflado com tanto poder. Todos ajoelhavam-se caindo a seus pés; dos humildes aos mais poderosos. Seu menor capricho era imediatamente atendido por aqueles que se encontravam ao seu redor.Certo dia, ao retornar de uma bem sucedida campanha contra seu último inimigo, Roma o recebeu freneticamente, saudando sua vitória. Enquanto era conduzido em sua carruagem puxada por magníficos cavalos negros e brancos(vermelhos, no caso,hahaha) ornamentados, o poderoso imperador pensava:"Por que devo pagar tributo a outros deuses? Não sou o maior, mais poderoso, respeitado e temido homem na terra, melhor que qualquer um deles?"
Diário de bordo de um flamenguista[IV]: Flamengo x cap (31/05/2009)
Fato é que era jogo numa casa em que vivem três mulheres, nenhuma das quais muito chegada a futebol e por conseguinte ao Flamengo. Por isso como era de se esperar, apesar do super pacote da net digital "mega-gold-diamond-plus-make-some-tea-to-us", o pay-per-view não fazia parte da programação selecionada pela minha irmã e suas companheiras de habitat.
Todos os homens presentes - em sua maioria flamenguistas - se contentaram então com o jogo do fluzinho e os flashs da partida do mais querido. Não tardou pra aparecer um atacante diferenciado, bastaram 10 minutos para que a globo mostrasse uns 3 lances de perigo do estreante da tarde. No show do intervalo como todos na sala pensavam, enquanto viam o penoso jogo do Fluminense, num gramado que também não ajudava, só tinha dado Flamengo e o Rubro-Negro apesar das chances desperdiçadas e o gol ter sido contra, estava com uma cara diferente. Era nítido que a nova onda do imperador havia começado.
Começou o segundo tempo enquanto a pelada em Recife estava no intervalo, quando escutamos um grito vindo de alguns andares acima - provavelmente de algum mortal com mais sorte que nós, que não ficou preso num almoço de domingo e estava podendo ver em todos os detalhes e nuances a volta do Imperador - entoando o já famigerado coro "mengo" da maior e mais bonita torcida do Brasil.
Todos entreolharam-se e ficaram pensando quem haveria marcado o segundo gol, a resposta estava ali diante da TV, segundos depois. O suspeito narrador da rede globo, anunciava com toda sua alegria tipicamente tricolor: "No maracanã, em sua estréia, Adriano de cabeça faz: Flamengo 2 a 0". Alegria espalhava-se na sala, fatura resolvida, mais 3 pontos e a esperança de que o elenco Rubro-negro é realmente acima da média e vem pra brigar por título. A despeito de que o jogo seguinte, o do todo-poderoso-fodalhão-invencivel-boa-pinta Internacional, tenha mostrado que o time deles realmente não entregará mole esse título pra nenhum concorrente. Afinal, quatro vitórias com o time reserva, apesar de contra adversários de qualidade questionavel, não é pra qualquer equipe.
Apesar de não ter visto, fiquei com uma excelente sensação de que se não perdermos ninguem nessa janela, nosso time realmente pode brigar por alguma coisa concreta no brasileirão. E não me refiro a vaga na libertadores e sim pelo título. Só temos que superar, entre outros bons adversários, o sinistro-fodalhão-picudo-lindo-tesão-bonito-e-gostosão Internacional, e isso meus caros amigos, não é nem de perto tarefa simples.
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O quadro "Diário de bordo de um flamenguista" é escrito pelo estudante de história e gerente de restaurante, Rafael Cunha, após todo jogo do Flamengo.
domingo, 31 de maio de 2009
Arte rubro-negra [I]
- O melhor de todos os sentimentos.
(Ana Gabriela Razões)
Flamengo é como um sentimento
é o melhor de todos, não tem como negar
só quem o sente sabe explicar
Joga com raça
Vence na luta
E cada jogo é uma batalha
Que nem sempre é vencida
Mas sempre com a cabeça erguida
Bate no peito, eu sou Mengão
Tenho orgulho de torcer para esse time
E de participar desta nação
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