Adianto que não pude ver o jogo por motivos pessoais, almoço de domingo para ser mais preciso. Aquele tipo de refeição que se multiplica em três e acaba virando lanchinho e posteriormente jantar. No meio desse programa multi-faces, havia o jogo do mengão, ou do fluzinho?!
Fato é que era jogo numa casa em que vivem três mulheres, nenhuma das quais muito chegada a futebol e por conseguinte ao Flamengo. Por isso como era de se esperar, apesar do super pacote da net digital "mega-gold-diamond-plus-make-some-tea-to-us", o pay-per-view não fazia parte da programação selecionada pela minha irmã e suas companheiras de habitat.
Todos os homens presentes - em sua maioria flamenguistas - se contentaram então com o jogo do fluzinho e os flashs da partida do mais querido. Não tardou pra aparecer um atacante diferenciado, bastaram 10 minutos para que a globo mostrasse uns 3 lances de perigo do estreante da tarde. No show do intervalo como todos na sala pensavam, enquanto viam o penoso jogo do Fluminense, num gramado que também não ajudava, só tinha dado Flamengo e o Rubro-Negro apesar das chances desperdiçadas e o gol ter sido contra, estava com uma cara diferente. Era nítido que a nova onda do imperador havia começado.
Começou o segundo tempo enquanto a pelada em Recife estava no intervalo, quando escutamos um grito vindo de alguns andares acima - provavelmente de algum mortal com mais sorte que nós, que não ficou preso num almoço de domingo e estava podendo ver em todos os detalhes e nuances a volta do Imperador - entoando o já famigerado coro "mengo" da maior e mais bonita torcida do Brasil.
Todos entreolharam-se e ficaram pensando quem haveria marcado o segundo gol, a resposta estava ali diante da TV, segundos depois. O suspeito narrador da rede globo, anunciava com toda sua alegria tipicamente tricolor: "No maracanã, em sua estréia, Adriano de cabeça faz: Flamengo 2 a 0". Alegria espalhava-se na sala, fatura resolvida, mais 3 pontos e a esperança de que o elenco Rubro-negro é realmente acima da média e vem pra brigar por título. A despeito de que o jogo seguinte, o do todo-poderoso-fodalhão-invencivel-boa-pinta Internacional, tenha mostrado que o time deles realmente não entregará mole esse título pra nenhum concorrente. Afinal, quatro vitórias com o time reserva, apesar de contra adversários de qualidade questionavel, não é pra qualquer equipe.
Apesar de não ter visto, fiquei com uma excelente sensação de que se não perdermos ninguem nessa janela, nosso time realmente pode brigar por alguma coisa concreta no brasileirão. E não me refiro a vaga na libertadores e sim pelo título. Só temos que superar, entre outros bons adversários, o sinistro-fodalhão-picudo-lindo-tesão-bonito-e-gostosão Internacional, e isso meus caros amigos, não é nem de perto tarefa simples.
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O quadro "Diário de bordo de um flamenguista" é escrito pelo estudante de história e gerente de restaurante, Rafael Cunha, após todo jogo do Flamengo.
Fato é que era jogo numa casa em que vivem três mulheres, nenhuma das quais muito chegada a futebol e por conseguinte ao Flamengo. Por isso como era de se esperar, apesar do super pacote da net digital "mega-gold-diamond-plus-make-some-tea-to-us", o pay-per-view não fazia parte da programação selecionada pela minha irmã e suas companheiras de habitat.
Todos os homens presentes - em sua maioria flamenguistas - se contentaram então com o jogo do fluzinho e os flashs da partida do mais querido. Não tardou pra aparecer um atacante diferenciado, bastaram 10 minutos para que a globo mostrasse uns 3 lances de perigo do estreante da tarde. No show do intervalo como todos na sala pensavam, enquanto viam o penoso jogo do Fluminense, num gramado que também não ajudava, só tinha dado Flamengo e o Rubro-Negro apesar das chances desperdiçadas e o gol ter sido contra, estava com uma cara diferente. Era nítido que a nova onda do imperador havia começado.
Começou o segundo tempo enquanto a pelada em Recife estava no intervalo, quando escutamos um grito vindo de alguns andares acima - provavelmente de algum mortal com mais sorte que nós, que não ficou preso num almoço de domingo e estava podendo ver em todos os detalhes e nuances a volta do Imperador - entoando o já famigerado coro "mengo" da maior e mais bonita torcida do Brasil.
Todos entreolharam-se e ficaram pensando quem haveria marcado o segundo gol, a resposta estava ali diante da TV, segundos depois. O suspeito narrador da rede globo, anunciava com toda sua alegria tipicamente tricolor: "No maracanã, em sua estréia, Adriano de cabeça faz: Flamengo 2 a 0". Alegria espalhava-se na sala, fatura resolvida, mais 3 pontos e a esperança de que o elenco Rubro-negro é realmente acima da média e vem pra brigar por título. A despeito de que o jogo seguinte, o do todo-poderoso-fodalhão-invencivel-boa-pinta Internacional, tenha mostrado que o time deles realmente não entregará mole esse título pra nenhum concorrente. Afinal, quatro vitórias com o time reserva, apesar de contra adversários de qualidade questionavel, não é pra qualquer equipe.
Apesar de não ter visto, fiquei com uma excelente sensação de que se não perdermos ninguem nessa janela, nosso time realmente pode brigar por alguma coisa concreta no brasileirão. E não me refiro a vaga na libertadores e sim pelo título. Só temos que superar, entre outros bons adversários, o sinistro-fodalhão-picudo-lindo-tesão-bonito-e-gostosão Internacional, e isso meus caros amigos, não é nem de perto tarefa simples.
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O quadro "Diário de bordo de um flamenguista" é escrito pelo estudante de história e gerente de restaurante, Rafael Cunha, após todo jogo do Flamengo.
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