(Juan, mais uma vez esbanjando carater)Já diria Chico Buarque: "(...) pode ser a gota d'água (...)". E no caso de hoje entre o técnico Cuca e o lateral Juan, realmente deve ter sido. Voltemos um mês atrás, quando o mesmo jogador recusou-se a realizar uma corrida de 40 minutos durante um treinamento no dia posterior a uma partida e acabou discutindo com o preparador físico. Semanas depois, foi a vez de Maicosuel(foto) experimentar um pouco da idoneidade de carater do lateral. Que minimamente deveria ter sido expulso no lance, e julgado por conduta anti-desportiva pelo STJD.
Mais uma vez pizza, mais uma legítima cria do flamengo inocentada. O episódio de hoje, juntando-se aos dois anteriores, põem três incidentes graves de conduta num espaço de um mês, média de um a cada dez dias pros menos fans de matemática. Analisemos, quem foi Juan?
Abençoado com uma ou duas convocações e um curto período de bom futebol demonstrado na prática, Juan foi mais um daqueles que se aproveitam de uma forte propaganda por parte da mídia esportiva, que considerava ele e Leo Moura(outro caso a parte), como destaques do "grande time" dirigido pelo mágico treinador, Joel Santana(o mesmo que saiu do Flamengo pela porta dos fundos após um dos maiores vexames da história do clube).
Pensemos então no time do "papai joel", do qual Juan era o principal "craque". Particularmente nunca achei que o camisa 6 fosse de perto um dos principais jogadores do elenco, simplesmente por achar que, a despeito de uma certa capacidade citada pelo blogueiro Vitor anteriormente na coluna "Ideologia Rubro Negra", o Flamengo de 2007 tinha como principal trunfo um conjunto muito forte, baseado na seriedade do trabalho e muito focado nos jogos(tratando cada um como uma verdadeira decisão).
Notei isso claramente no que foi na época, o ponto inicial da reação Rubro-Negra. O jogo Flamengo 2 x 1 Nautico, no maracanã. De virada, com um gol de Fábio Luciano aos 38 do segundo tempo, e um público de cerca de 30 mil torcedores, ficava muito claro pra qualquer um qual seria o caminho para a salvação aquele ano. Formou-se então por assim dizer, uma triade de elementos: Liderança, espírito de conjunto e apoio incondicional de uma apaixonada torcida.
O mais curioso é que se pararmos pra pensar, o Juan de hoje não se encaixa em nenhuma das características citadas acima. O fato é que por muito tempo ele foi uma das principais justificativas pro Flamengo de 2007, certamente um time que transcendeu qualquer explicação tática ou técnica, ter acontecido. Vivemos em um tempo que tudo tem que estar encaixado em algum lugar. E o Juan, na minha opinião, não é nem foi, mais que um mero encaixe justificativo criado por uma imprensa que sempre precisa ter uma manchete nova, e uma explicação plausível pros porque's intangíveis que o futebol e principalmente o Flamengo nos apresenta dia após dia.
A pergunta que resta é: Quem é você, Juan?!
Clamo, parodiando a música Brasil, de cazuza: Juan, mostra tua cara!
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