Foi um sábado cinzento, de muito trabalho. Particularmente poderia alegar que tinha muitas coisas a fazer, e realmente ainda tenho, desconfio que sempre tenho. Poderia ter ido comer fondue, mas preferi ir ao maracanã, a morena dos olhos castanhos vai me desculpar, mas mesmo assim não me arrependo. Algo mais forte que eu me atraia para o maracanã, estava decidido a ir sozinho, até meu telefone tocar e ouvir uma amiga perguntando se ainda ia ao jogo. Intrigado com a mudança repentina de opinião, marcamos de nos encontrar 17:30 em frente ao CEFET.
Me dirigi ao local marcado, ela chegou alguns minutos depois. Não tardou muito até que comprassemos o ingresso, na verdade nem um minuto. Passamos por uma cambista desesperada, e confesso que a cena fez minha noite muito mais feliz, vendendo os ingressos ao mesmo preço de meia. Possivelmente comprara muitos, esperando que a fila ficasse bem maior do que estava, minutos antes do jogo.
Após verificarmos que os ingressos eram realmente verdadeiros, pelo tradicional método empírico de passar na roleta, nos dirigimos até as arquibancadas verdes. Minha amiga notou que haviamos chegado com uma hora de antecedência ao jogo. Estavam rolando duas preliminares toscas, uma no campo e outra na arquibancada. A do campo consistia numa espécie de amistoso entre a PMERJ(sim, a mesma PMERJ que nos faz sentir tão seguros dentro do maracanã) e a PMDF(possivelmente a polícia do distrito federal, se não for nada que fuja das óbvias siglas das corporações policiais).
A da arquibancada era de longe mais chata, consistia resumidamente na minha amiga gerenciando o celular e um nextel, em ligações simultâneas. Parecia uma espécie de pay per view do big brother em tempo real, o namorado botafoguense brigando com a namorada flamenguista pelo telefone, um show de maturidade. Pelo que entendi o namorado queria acompanha-la até o maracanã(botafoguense faz de tudo pra ver o flamengo mesmo). E tinha ido até a casa dela, e ela muito solicita foi se encontrar comigo. O detalhe mais chato, é que isso durou até o começo do segundo tempo.
Após as preliminares, quem pensou que eu iria dizer que veio o jogo principal, se enganou. Tecnicamente o jogo parece não ter começado até agora. Tudo o que me recordo são os gols perdidos pelo Josiel, os xingamentos da Tábata, os olhares furtivos dos caras da Raça pra ela a cada vez que um desses insultos era proferido a algum deles e principalmente da pirraça que minha querida amiga fez, primeiro pra ficar em baixo da raça, depois pra ficar em cima. Acabamos optando pela primeira opção, não pelos desejos dela, porém muito mais pela minha má vontade.
Pouca cantoria, muitas bandeiras tampando a visão dos mudinhos que ficaram em cima, e nenhum gol. Basicamente seria assim que resumiria o jogo em sí. Um resultado justo pela incompetência do nosso ataque e pela fraqueza do nosso adversário, que cá pra nós, lutará contra o rebaixamento na melhor das hipóteses. Depois de um palhaçadinha do Bruno que quase que entrega a vitória de bandeja nos braços do Avaí, três substituições e uma piora consideravel do time, o juiz apitou o fim de uma noite fria, escura e de pouco futebol no maracanã.
Logo após o apito final, nos dirigimos a rampa de saida, ela virou pra direita em direção ao Beline e eu a esquerda, em direção a UERJ. A pergunta que não queria calar era uma só: O que diabos eu vim fazer aqui?! A resposta era implícita: Isso é ser Flamengo, Rafael.
Saldo do jogo: Uma DR alheia, um ponto em casa e uma amizade mantida. E foi tudo que conseguimos, eu e o Flamengo juntos.
Me dirigi ao local marcado, ela chegou alguns minutos depois. Não tardou muito até que comprassemos o ingresso, na verdade nem um minuto. Passamos por uma cambista desesperada, e confesso que a cena fez minha noite muito mais feliz, vendendo os ingressos ao mesmo preço de meia. Possivelmente comprara muitos, esperando que a fila ficasse bem maior do que estava, minutos antes do jogo.
Após verificarmos que os ingressos eram realmente verdadeiros, pelo tradicional método empírico de passar na roleta, nos dirigimos até as arquibancadas verdes. Minha amiga notou que haviamos chegado com uma hora de antecedência ao jogo. Estavam rolando duas preliminares toscas, uma no campo e outra na arquibancada. A do campo consistia numa espécie de amistoso entre a PMERJ(sim, a mesma PMERJ que nos faz sentir tão seguros dentro do maracanã) e a PMDF(possivelmente a polícia do distrito federal, se não for nada que fuja das óbvias siglas das corporações policiais).
A da arquibancada era de longe mais chata, consistia resumidamente na minha amiga gerenciando o celular e um nextel, em ligações simultâneas. Parecia uma espécie de pay per view do big brother em tempo real, o namorado botafoguense brigando com a namorada flamenguista pelo telefone, um show de maturidade. Pelo que entendi o namorado queria acompanha-la até o maracanã(botafoguense faz de tudo pra ver o flamengo mesmo). E tinha ido até a casa dela, e ela muito solicita foi se encontrar comigo. O detalhe mais chato, é que isso durou até o começo do segundo tempo.
Após as preliminares, quem pensou que eu iria dizer que veio o jogo principal, se enganou. Tecnicamente o jogo parece não ter começado até agora. Tudo o que me recordo são os gols perdidos pelo Josiel, os xingamentos da Tábata, os olhares furtivos dos caras da Raça pra ela a cada vez que um desses insultos era proferido a algum deles e principalmente da pirraça que minha querida amiga fez, primeiro pra ficar em baixo da raça, depois pra ficar em cima. Acabamos optando pela primeira opção, não pelos desejos dela, porém muito mais pela minha má vontade.
Pouca cantoria, muitas bandeiras tampando a visão dos mudinhos que ficaram em cima, e nenhum gol. Basicamente seria assim que resumiria o jogo em sí. Um resultado justo pela incompetência do nosso ataque e pela fraqueza do nosso adversário, que cá pra nós, lutará contra o rebaixamento na melhor das hipóteses. Depois de um palhaçadinha do Bruno que quase que entrega a vitória de bandeja nos braços do Avaí, três substituições e uma piora consideravel do time, o juiz apitou o fim de uma noite fria, escura e de pouco futebol no maracanã.
Logo após o apito final, nos dirigimos a rampa de saida, ela virou pra direita em direção ao Beline e eu a esquerda, em direção a UERJ. A pergunta que não queria calar era uma só: O que diabos eu vim fazer aqui?! A resposta era implícita: Isso é ser Flamengo, Rafael.
Saldo do jogo: Uma DR alheia, um ponto em casa e uma amizade mantida. E foi tudo que conseguimos, eu e o Flamengo juntos.
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O quadro "Diário de bordo de um flamenguista" é escrito pelo estudante de história e gerente de restaurante, Rafael Cunha, após todo jogo do Flamengo.
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