Com um futebol tão carente de ídolos, o Flamengo encara o Atlético Paranaense as 16:00 deste domingo no maracanã. O jogo marcará a volta do badalasíssimo atacante Adriano, que decidiu voltar ao Rio de Janeiro para aspirar novos ares em sua carreira (os maldosos perguntariam: de cinco ou de dez?!). O atacacante, que passou a infância vivendo na favela de vila cruzeiro, se envolveu em muitas polêmica desde o seu afastamento da Inter.
Entre namoros com pseudo-celebridades a churrascos na laje, Adriano sentiu o gostinho de regressar ao lar. A confusão típica da noite carioca, que parecia tanto sentir falta, pode ter completado um quadro que lhe faltava na Itália. É um fato que aqui o jogador e o cidadão são pessoas distintas, que podem ter duas condutas alheias uma a outra, desde que o futebol apresentado seja de alto nível.
No Flamengo essa prática é comum e recorrente, vemos isso a toda hora, como no episódio do Juan por exemplo. O mais grave é que no exemplo citado, o referido jogador nem estava praticando um futebol de alto nível, como acontece na maioria dos casos. Uma infinidade de "acimas da lei do Flamengo poderia embasar o argumento anterior, tais como: Leo Moura e sua vida de pop-star das baladas cariocas, voltando mais ao passado encontraremos Vampeta e sua conduta totalmente desonrosa para com a torcida e o clube e para não nos extendermos muito encontraremos também Felipe e seu temperamento explosivo e os boatos de hábitos nada saudáveis, no extra-campo.
Adriano encontrará então, algo particular da cultura brasileira e mais ainda, da cultura Rubro-Negra. Essa cisão entre jogador e cidadão não é possível na Europa, onde é exigido um mínimo de comprometimento com o nome do clube e o seu próprio, como empregado de uma instituição respeitada. Talvez seja esse o calor que tantos jogadores brasileiros vem buscando com o regresso ao lar. A busca pela liberdade de certo não é nenhum pecado, a heresia consiste no que fazemos com essa tal liberdade.
No Flamengo - como outros companheiros já citaram - as crias da casa não são educadas como cidadãos, não aprendem a pensar num coletivo que transcenda ao interesse pessoal deles. Nem como jogadores, que também deveriam pensar no grupo antes deles mesmos, afinal, o futebol é um esporte coletivo. Caimos num problema que foge das questões técnicas e táticas e atinge fatores extra-campo, que ainda não se contram presentes no futebol brasileiro e, no limite, parecem ser contrários a mentalidade da gestão atual do clube.
Deixo vocês com um exemplo de profissional numa época em que todos dizem que o modelo de gestão necessário para se ganhar um título não era importante, o que nos remete a um paradoxo: Como hoje, em plena era da administração empresarial dos clubes, não consegue-se moldar mais profissionais com o nível estrutural como o de craques como: Zico, Raul, Junior, Leonardo e cia..
Esse é um paradoxo ruim de aturar, não?!
Entre namoros com pseudo-celebridades a churrascos na laje, Adriano sentiu o gostinho de regressar ao lar. A confusão típica da noite carioca, que parecia tanto sentir falta, pode ter completado um quadro que lhe faltava na Itália. É um fato que aqui o jogador e o cidadão são pessoas distintas, que podem ter duas condutas alheias uma a outra, desde que o futebol apresentado seja de alto nível.
No Flamengo essa prática é comum e recorrente, vemos isso a toda hora, como no episódio do Juan por exemplo. O mais grave é que no exemplo citado, o referido jogador nem estava praticando um futebol de alto nível, como acontece na maioria dos casos. Uma infinidade de "acimas da lei do Flamengo poderia embasar o argumento anterior, tais como: Leo Moura e sua vida de pop-star das baladas cariocas, voltando mais ao passado encontraremos Vampeta e sua conduta totalmente desonrosa para com a torcida e o clube e para não nos extendermos muito encontraremos também Felipe e seu temperamento explosivo e os boatos de hábitos nada saudáveis, no extra-campo.
Adriano encontrará então, algo particular da cultura brasileira e mais ainda, da cultura Rubro-Negra. Essa cisão entre jogador e cidadão não é possível na Europa, onde é exigido um mínimo de comprometimento com o nome do clube e o seu próprio, como empregado de uma instituição respeitada. Talvez seja esse o calor que tantos jogadores brasileiros vem buscando com o regresso ao lar. A busca pela liberdade de certo não é nenhum pecado, a heresia consiste no que fazemos com essa tal liberdade.
No Flamengo - como outros companheiros já citaram - as crias da casa não são educadas como cidadãos, não aprendem a pensar num coletivo que transcenda ao interesse pessoal deles. Nem como jogadores, que também deveriam pensar no grupo antes deles mesmos, afinal, o futebol é um esporte coletivo. Caimos num problema que foge das questões técnicas e táticas e atinge fatores extra-campo, que ainda não se contram presentes no futebol brasileiro e, no limite, parecem ser contrários a mentalidade da gestão atual do clube.
Deixo vocês com um exemplo de profissional numa época em que todos dizem que o modelo de gestão necessário para se ganhar um título não era importante, o que nos remete a um paradoxo: Como hoje, em plena era da administração empresarial dos clubes, não consegue-se moldar mais profissionais com o nível estrutural como o de craques como: Zico, Raul, Junior, Leonardo e cia..
Esse é um paradoxo ruim de aturar, não?!
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