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William Faukner uma vez escreveu:
"O passado nunca está morto, ele nem mesmo é passado"
Esse passado, no caso rubro-negro, percorrendo todo seu trajeto até a origem - fundação do clube - ao invês de puxar para trás, empurra para frente, e, ao contrário do que seria óbvio, é o futuro que nos impele de volta ao passado. Em outras palavras, quando voltamo-nos as nossas glórias do passado é que notamos que não se trata apenas de estarmos estagnados no tempo-espaço, e que se hoje crescemos em algum aspecto, isto deve-se exclusivamente ao ontem e não ao amanha. Mas quando foca-se no futuro - que todos admitem não ser nem um pouco promissor - somos forçados a olhar pra trás de maneira melancólica em busca de uma origem da pergunta: "Por que Flamengo?! Por que ainda somos os maiores?!"
O hoje - que assumidamente iremos tratar como resultado de uma luta entre dois fatores que nos empurram em direções opostas, passado empurrando-nos para frente e futuro trazendo-nos de volta para trás - faz-se como uma lacuna onde se encontram dirigentes e torcida, perdidos num tempo em que não nos pertecence mais. Os primeiros parecem ter parado em um determinado período, sem pensar no futuro de maneira profissional, tornaram um potencial império em cinzas num espaço de alguns anos. O amadorismo é o legado do passado que restou nos dias atuais, e por conseguinte, o que nos leva diretamente em choque com as expectativas da força futura, a torcida.
Os torcedores, por sua vez, com cobranças minimanete descabíveis com a realidade administrativa do clube, tentam gerar uma espécie de força que traga o Flamengo de volta aos seus dias de glória, onde passado e futuro se complementavam num presente vitorioso e real. A incapacidade de entender este choque entre cobrança (futuro) e amadorismo (passado), encontra-se a instituição.
O problema, contudo, é que ao que parece, não parecemos estar preparados para esta atividade de repensar a nossa gestão e nossas cobranças, para que de uma forma mais real, instalemo-nos nessa lacuna entre passado e futuro que a instituição parece ser incapaz de ocupar. Por longos períodos em nossas história, na verdade nos transcurso de décadas que se seguiram a fundação do clube, esta lacuna pareceu ser transposta apenas por um único fator, que parece, desde os tempos mais remotos até os dias de hoje, ser o motor rubro-negro: a tradição.
Como forma de transpor essa lacuna, nossa tradição, há muito vem sendo nossa única fonte de alegrias. Esta por sua vez, é - no limite - a conciliação em certos aspectos entre clube e torcida. Expressões como o peso que tem a camisa do Flamengo, ou então que a nossa torcida ganha jogo, são expressões que sintetizam exatamente de que tipo de tradição estamos falando. A título de registro - podemos destacar os nossos dois últimos tricampeonatos, contra Vasco e Botafogo, que foram conquistados praticamente com o peso da camisa - e a vaga pra Libertadores de 2007, conquistada praticamente toda pela invasão flamenga no maior do mundo.
Não é segredo pra ninguem, o fato de essa tradição ter-se esgarçado cada vez mais à medida que se passaram os anos. Quando, afinal, romper-se o fio da tradição - com cada vez menos sinais de conciliação entre torcida e gestão - a lacuna entre passado e futuro estará finalmente vazia. Os únicos que poderão preencher essa lacuna, serão aqueles que fizeram do pensar profissionalmente e do cobrar realisticamente, sua ocupação primordial.
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O quadro Filosofia rubro-negra propõe um debate acerca de idéias equivalentes ao passado, presente e futuro do mais querido e tudo que diz respeito a sua realidade ou ao seus mitos.
Esse passado, no caso rubro-negro, percorrendo todo seu trajeto até a origem - fundação do clube - ao invês de puxar para trás, empurra para frente, e, ao contrário do que seria óbvio, é o futuro que nos impele de volta ao passado. Em outras palavras, quando voltamo-nos as nossas glórias do passado é que notamos que não se trata apenas de estarmos estagnados no tempo-espaço, e que se hoje crescemos em algum aspecto, isto deve-se exclusivamente ao ontem e não ao amanha. Mas quando foca-se no futuro - que todos admitem não ser nem um pouco promissor - somos forçados a olhar pra trás de maneira melancólica em busca de uma origem da pergunta: "Por que Flamengo?! Por que ainda somos os maiores?!"
O hoje - que assumidamente iremos tratar como resultado de uma luta entre dois fatores que nos empurram em direções opostas, passado empurrando-nos para frente e futuro trazendo-nos de volta para trás - faz-se como uma lacuna onde se encontram dirigentes e torcida, perdidos num tempo em que não nos pertecence mais. Os primeiros parecem ter parado em um determinado período, sem pensar no futuro de maneira profissional, tornaram um potencial império em cinzas num espaço de alguns anos. O amadorismo é o legado do passado que restou nos dias atuais, e por conseguinte, o que nos leva diretamente em choque com as expectativas da força futura, a torcida.
Os torcedores, por sua vez, com cobranças minimanete descabíveis com a realidade administrativa do clube, tentam gerar uma espécie de força que traga o Flamengo de volta aos seus dias de glória, onde passado e futuro se complementavam num presente vitorioso e real. A incapacidade de entender este choque entre cobrança (futuro) e amadorismo (passado), encontra-se a instituição.
O problema, contudo, é que ao que parece, não parecemos estar preparados para esta atividade de repensar a nossa gestão e nossas cobranças, para que de uma forma mais real, instalemo-nos nessa lacuna entre passado e futuro que a instituição parece ser incapaz de ocupar. Por longos períodos em nossas história, na verdade nos transcurso de décadas que se seguiram a fundação do clube, esta lacuna pareceu ser transposta apenas por um único fator, que parece, desde os tempos mais remotos até os dias de hoje, ser o motor rubro-negro: a tradição.
Como forma de transpor essa lacuna, nossa tradição, há muito vem sendo nossa única fonte de alegrias. Esta por sua vez, é - no limite - a conciliação em certos aspectos entre clube e torcida. Expressões como o peso que tem a camisa do Flamengo, ou então que a nossa torcida ganha jogo, são expressões que sintetizam exatamente de que tipo de tradição estamos falando. A título de registro - podemos destacar os nossos dois últimos tricampeonatos, contra Vasco e Botafogo, que foram conquistados praticamente com o peso da camisa - e a vaga pra Libertadores de 2007, conquistada praticamente toda pela invasão flamenga no maior do mundo.
Não é segredo pra ninguem, o fato de essa tradição ter-se esgarçado cada vez mais à medida que se passaram os anos. Quando, afinal, romper-se o fio da tradição - com cada vez menos sinais de conciliação entre torcida e gestão - a lacuna entre passado e futuro estará finalmente vazia. Os únicos que poderão preencher essa lacuna, serão aqueles que fizeram do pensar profissionalmente e do cobrar realisticamente, sua ocupação primordial.
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O quadro Filosofia rubro-negra propõe um debate acerca de idéias equivalentes ao passado, presente e futuro do mais querido e tudo que diz respeito a sua realidade ou ao seus mitos.
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