segunda-feira, 25 de maio de 2009

Diário de bordo de um flamenguista[III]: Santo André x Flamengo (25/05/2009)

Domingo, como diz na música, eu vou ao maracanã. Mas e quando o jogo é em Santo André, pra onde eu vou?! Simples meu caro, pro outback!

Foi um bom dia - não só pela vitória - diga-se de passagem. Como diria o famigerado narrador "sei não doutor" da rede Globo, Luís Roberto, era um domingo de almanaque no Rio de Janeiro. Leia-se por isso, céu azul, calor, sol a pino. Teve direito também a um almoço de domingo em família - uma família de certo modo diferente - mas realmente muito unida. Teve também carteado depois da refeição e visita ao zoológico (peço desculpa por fazer piadas internas, mas algumas são simplesmente inevitáveis, quase como cliches que se fazem necessários). Vimos o cachorro, o gato, a gralha, o coelho, a esperança - antes e durante o jogo do flamengo, e o nome dela é Josiel, no segundo caso - e por fim, a vesga. Vimos também tricolores, que apesar da quase extinção, ainda insistem em ir pro estádio, em bandos muito pequenos para verem o time ser goleado e humilhado pelos visitantes. Compreendo aqueles dedos do meio em riste, como mera expressão do descontentamento com eles mesmos, por terem saído de casa, pra ver o time mais alegre do Rio de Janeiro, ser enfiado de 4 em pleno maracanã.

Depois de uma tarde agradável, o que completa o dia de um rubro-negro?! Só uma vitória! E foi com esse intuito que partimos de Inhaúma até a Tijuca, os três componentes homens(?!) dessa bagaça, rumo ao outback. O que nos atraia era o refrigerante refil e o jogo, nessa ordem. Chegando lá e vencendo as barreiras impostas pelo partido - como disse anteriormente, as piadas internas são, para mim, os cliches que necessito para viver - vimos três cadeiras dispostas ao canto esquerdo do bar e 15 minutos de jogo já haviam passado. Creio que o Vitor tenha achado a primeira situação muito interessante, sua proximidade com a esquerda é inegável, em todos os sentidos. (Essa foi a última interna, eu prometo)

O jogo em si - regado a muito sprite e momentos de desatenção mútua por parte dos membros dessa joça - serviu para nos mostrar algumas coisas importantes, como por exemplo o fato do Josiel ter feito dois gols e se mostrar em condições de atuar pelo mais querido, ou o fato de o Obina aos 12 do segundo tempo ter perdido um gol tão estúpido, mais tão estúpido, que mostrou justamente o inverso do primeiro caso e por último e não menos importante, que o Rafael Brasil é sem dúvida o mais atento entre todos que contribuem pra esse site, que no fim das contas, quase ninguêm lê, por enquanto.

Posso resumir o jogo de forma compacta, em três momentos. No primeiro, ao chegarmos, o Flamengo era um pouco superior e o Santo André respondia com contra-ataques periódicos, numa jogada aérea abrimos o placar, pra alegria de todo o bar, que me lembrava um pub inglês. No segundo, após o gol, o Santo André melhora e aos 44 do primeiro tempo empata, com Ricardo Conceição. O intervalo só merece ser citado como um fim em si mesmo. Os três presentes tiveram de concordar que as coisas exibidas era mera "recheio de linguiça". Concordamos também que a camisa nova do atlético é feia demais.

Na volta do intervalo, num terceiro momento, O Santo André era bem superior ao Flamengo, jogavamos no contra-ataque, até que após uma excelente enfiada de bola de Ibson, Josiel toca com classe por cima do goleiro - que realmente achamos muito parecido com o Edinho, ex-santos - e faz o gol da vitória. Apartir dai o Santo André não teve forças pra reagir e o Flamengo só não fez mais, em suma, por causa do Erick Flores, que não acertou nada o jogo todo. Pra não dizer que tudo é só lamentação, os três também concordaram em dizer que a atuação do lateral Everton Silva, foi excelente.

Com o apito final, pagamos por nossas 5 canecas de sprite e sem ir ao banheiro fomos embora. Andando até o ponto de ônibus, comentei: "Ninguem foi ao banheiro, sendo que tomamos 5 canecas de sprite, isso com certeza vai dar vontade de mijar em breve". Ao que obtive de resposta do nosso caro colega de blog, Rafael Brasil: "É, mas pra vocês dois é moleza, vão aqui pro lado, e pra mim, que vou lá pra Ilha!?"

Saldo do jogo: Três pontos, nove posições, cinco canecas de sprite e, de repente, algum problema de bexiga.
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O quadro "Diário de bordo de um flamenguista" é escrito pelo estudante de história e gerente de restaurante, Rafael Cunha, após todo jogo do Flamengo.

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