Gostaria de propôr uma discussão ao grupo, como ponto de partida das pequisas.
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Analisando a lista de presidentes do clube - apartir de 1977 - com a formação da FAF(Frente ampla pelo Flamengo), o clube acumulou diversas gestões sucessivas de seus respectivos membros. A título de ilustração, o atual presidente em exercício já esteve no comando por 14 anos. Durante esse período seus correligionários mandaram e desmandaram dentro do clube, sem achar uma oposição organizada capaz de tira-los do comando.
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Analisando a lista de presidentes do clube - apartir de 1977 - com a formação da FAF(Frente ampla pelo Flamengo), o clube acumulou diversas gestões sucessivas de seus respectivos membros. A título de ilustração, o atual presidente em exercício já esteve no comando por 14 anos. Durante esse período seus correligionários mandaram e desmandaram dentro do clube, sem achar uma oposição organizada capaz de tira-los do comando.
Sua gestão iniciou - sob o comando do atual presidente, Márcio Braga - um período que tornaria o Flamengo uma força dentro do cenário internacional, livrando o clube do estigma de time regional[1]. Uma gestão que transformava o Flamengo, uma espécie de Rússia czarista em uma União Soviética pronta a exercer um papel fundamental na vitória dos aliados na segunda guerra mundial.
Assim como a união soviética e seu auge, a gestão também encontrou o seu declínio. Após ganhar o mundial de 1981 e ser penta-campeã brasileira num curto período de 12 anos[2], Márcio Braga e seus correligionários políticos sofrem fortes abalos em sua hegemonia quase oligárquica dentro do clube. O caso mais conhecido, foi o do impeachment do presidente Edmundo Santos Silva. após seu quarto mandato consecutivo, e uma gestão que ficou marcada por diversas crises internas, e que o clube adquiriu diversas dividas que perduram até os dias atuais.
Mesmo com a perda de prestígio do atual presidente Márcio Braga e seus aliados, não se formou dentro do clube ainda, uma oposição que tenha força de combater o regime oligárquico que comanda a gávea até os dias atuais. As últimas eleições, por exemplo, fornecem-nos dados de três chapas que concorriam ao cargo. Os números indicam a vitória a Márcio Braga pelo seguinte placar: (Marcio : 734 / Arnaldo : 508 / Ronaldo : 427)[3].
Tais números ainda indicam que a oposição ainda é divida, o que reduz ainda mais suas forças e permite que o regime oligárquico, perdure no Flamengo, mesmo sem gozar do prestígio que teve outrora. Se fizermos um cálculo simples perceberemos que se Arnaldo e Ronaldo se juntassem, poderiam ter mais chances de vencer as eleições. É lógico que na política - mesmo que de um clube de futebol - as coisas não são tão simples.
A questão é que, a oposição não parece ter feito muita questão de se organizar, ao longo dos últimos 30 anos, com o objetivo de interromper essa sequência de gestões - outrora vencedora - e assumir um compromisso de renovação com a instituição e seu patrimônio maior, seus torcedores. Caimos então, não na problemática de quem comanda o clubei, isso sabemos perfeitamente. A grande questão é perguntar-se por que a oposição jamais consegiu se organizar para impedir essa perpetuação dos oligos[4] na gestão do clube, mesmo quando esse sistema já tornara-se ultrapassado e ineficaz aos interesses do clube.
É fácil saber quem foram os mandatários, dificil é saber quem fazia frente a eles e por que, até hoje, não são capazes de se organizarem de forma concreta contra esse poder de uma minoria que rege o clube de maneira absoluta com mãos de ferro.
Opinai-vos.
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Assim como a união soviética e seu auge, a gestão também encontrou o seu declínio. Após ganhar o mundial de 1981 e ser penta-campeã brasileira num curto período de 12 anos[2], Márcio Braga e seus correligionários políticos sofrem fortes abalos em sua hegemonia quase oligárquica dentro do clube. O caso mais conhecido, foi o do impeachment do presidente Edmundo Santos Silva. após seu quarto mandato consecutivo, e uma gestão que ficou marcada por diversas crises internas, e que o clube adquiriu diversas dividas que perduram até os dias atuais.
Mesmo com a perda de prestígio do atual presidente Márcio Braga e seus aliados, não se formou dentro do clube ainda, uma oposição que tenha força de combater o regime oligárquico que comanda a gávea até os dias atuais. As últimas eleições, por exemplo, fornecem-nos dados de três chapas que concorriam ao cargo. Os números indicam a vitória a Márcio Braga pelo seguinte placar: (Marcio : 734 / Arnaldo : 508 / Ronaldo : 427)[3].
Tais números ainda indicam que a oposição ainda é divida, o que reduz ainda mais suas forças e permite que o regime oligárquico, perdure no Flamengo, mesmo sem gozar do prestígio que teve outrora. Se fizermos um cálculo simples perceberemos que se Arnaldo e Ronaldo se juntassem, poderiam ter mais chances de vencer as eleições. É lógico que na política - mesmo que de um clube de futebol - as coisas não são tão simples.
A questão é que, a oposição não parece ter feito muita questão de se organizar, ao longo dos últimos 30 anos, com o objetivo de interromper essa sequência de gestões - outrora vencedora - e assumir um compromisso de renovação com a instituição e seu patrimônio maior, seus torcedores. Caimos então, não na problemática de quem comanda o clubei, isso sabemos perfeitamente. A grande questão é perguntar-se por que a oposição jamais consegiu se organizar para impedir essa perpetuação dos oligos[4] na gestão do clube, mesmo quando esse sistema já tornara-se ultrapassado e ineficaz aos interesses do clube.
É fácil saber quem foram os mandatários, dificil é saber quem fazia frente a eles e por que, até hoje, não são capazes de se organizarem de forma concreta contra esse poder de uma minoria que rege o clube de maneira absoluta com mãos de ferro.
Opinai-vos.
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- É válido lembrar que a sua força como instituição no cenário nacional já existia antes desse período, e que a atual gestão não foi responsavel pelo fato de o Flamengo ter expandido sua hegemonia como clube de maior torcida no país.
- Período que vai de 1980 a 1992.
- Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia
- Termo que designa "poucos" em grego.
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